17 de maio de 2013

Tudo o que Mãe diz é Sagrado [Resenha #127]

Tudo o que mãe diz é sagrado

 

 

 

 

Sinopse: O que pode restar de uma pessoa que doa parte de seu corpo para salvar a mãe que morre em seguida? O que se passa nas entranhas de alguém que sente a vida de forma intensa é o que se lê em Tudo o que mãe diz é sagrado. As amarguras da vida deixam feridas profundas às vezes, e conviver com uma dor que parece infinita é só o que se pode fazer. A autora passou por um longo período de luto e foi por meio da escrita e da companhia de seu fiel cachorro, Astor, que ela - aos poucos - voltou a viver. Paula Corrêa é visceral, densa e doce ao mesmo tempo. Este livro leva a uma viagem vertiginosa, mas bela! Vertiginosa e bela como a própria vida.

Eu tive uma relação difícil com o “Tudo o que mãe diz é Sagrado”, da autora Paula Corrêa, principalmente no início da leitura.  Na verdade eu demorei umas boas quarenta páginas para entender o que o livro dizia, então até ter esta “epifania” orbitei meio perdido ao redor do que lia, sem ter a mínima ideia de onde aquilo iria me levar. Somadas as páginas, essa confusão até que me ajudou.

9 de maio de 2013

Promoção “A Arte de Ouvir o Coração”

Arte

Tenho certeza de que “A Arte de Ouvir o Coração”, do escritor alemão Jan-Philipp Sendker, vai terminar o ano como uma de minhas melhores leituras. Foi um livro que me conquistou aos poucos, e que, ao terminar, já havia me ganhado por completo. Fico muito feliz por poder trazer um exemplar do livro para ser sorteado, cortesia da Editora Paralela.

Clique em "Mais informações" para saber como participar.

6 de maio de 2013

A Arte de Ouvir o Coração [Resenha #126]

A Arte de Ouvir o CoraçãoSinopse: O alemão Jan-Philipp Sendker conseguiu um grande feito: com uma história de amor forte e emocionante, mas totalmente diferente das tradicionais, conquistou milhões de leitores por todo o mundo. Só na Alemanha, já são quinhentos mil exemplares vendidos. Este livro conta a história de um bem-sucedido advogado de Nova York que desaparece de repente sem deixar vestígios, o que motiva Julia, sua filha, a ir atrás da única pista que tem - uma carta de amor de seu pai para uma mulher da Birmânia. Mas tudo isso é só uma introdução para a grande história que o leitor, acompanhando Julia, vai conhecer a partir daí. Um velho de Kalaw começa, então, a falar sobre a infância de seu pai, um período difícil para o pequeno Tin Win devido à crença de sua mãe que dizia que o menino havia nascido em um péssimo dia. Quando chega aos 10 anos, e parece já ter passado por muitos momentos ruins, ele fica cego. Mas diferente da forma que geralmente encaramos as coisas, isso não parece o fim do mundo para Tin Win. Não há tristeza ou desespero, mas sim um novo desafio que o leva a desenvolver a arte de identificar uma pessoa pelo som do coração batendo. E é assim que ele conhece o amor de sua vida, Mi Mi. Uma garota que aos poucos vamos descobrindo que também teria motivos de sobra para desistir da vida, mas que simplesmente vive como se ela fosse um grande milagre. A história segue de forma tão impressionante que as deficiências de Tin Win e de Mi Mi se tornam um simples detalhe.

A Arte de Ouvir o Coração” é um livro que já impressiona pelo projeto gráfico da capa*. Não há como deixá-lo passar despercebido: diversos insetos tomam conta da capa que, em mãos, ainda nos surpreende por serem estes insetos, na metade de baixo, em verniz, e na superior em alto relevo. Gostei muito, acho que é uma das mais belas capas que já vi, mas ela casa com o título do livro? Sim, faz todo o sentido.

3 de maio de 2013

O Cavaleiro Fantasma [Resenha #125]

O Cavaleiro FantasmaSinopse: Jon Withcroft não estava nada feliz. E quem gostaria de ser mandado para um internato bem quando a mãe tinha arranjado um namorado novo? Pois, quando chegou em Salisbury, o garoto só pensava nos acidentes que o Barba (apelido “carinhoso” pelo qual Jon se refere ao seu grande rival) poderia estar sofrendo e no que seria escrito na lápide dele caso algum escorregão fosse fatal.

Até que... na sexta noite em Salisbury, Jon descobre um novo motivo para querer voltar correndo para casa: ele passa a ser perseguido por um bando de fantasmas, que desejava nada mais nada menos que a sua morte.

Mas em vez de pedir ajuda para a mãe, Jon recorre a um outro protetor: sir William Longspee, um cavaleiro fantasma que está enterrado na catedral da cidade e que jurou, antes de ser assassinado, estar sempre ao lado dos fracos e inocentes. Ao lado de Jon e de sua amiga Ella, sir William percorre cemitérios e duela contra zumbis, lutando não só para ajudar as crianças como também para cumprir seu próprio destino. Mas, para saber qual seria esse grande mistério que ronda nosso nobre cavaleiro fantasma, só lendo a história toda.

Minha primeira experiência lendo um livro da autora Cornelia Funke, “O Cavaleiro Fantasma” traz um garoto, Jon, contando como foram suas aventuras quando foi mandado para um internato pela mãe, para que – ele suspeitava – ela pudesse ter uma nova chance de amar alguém, mesmo que esse alguém fosse um dentista – profissão mais odiada por dez em cada dez crianças; dono de uma barba estranha, sendo então, justamente apelidado por ele como o “Barba” – evitando seu novo namorado de ter de aturar todas as artimanhas de seu filho para fazer naufragar o relacionamento.

1 de maio de 2013

Book Tour “O Retrato”

O Retrato

Post rápido só pra avisar que tem evento novo lá n’Os Russos: um book tour do livro “O Retrato”, de Nikolai Gogol. Para saber mais detalhes, visite o post. Conto com a participação de vocês.

29 de abril de 2013

As Violetas de Março [Resenha #124]

As Violetas de MarçoSinopse: Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio.Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge — a ilha onde morou quando menina — para tentar se reorganizar.

Enquanto busca esquecer o ex-marido e, ao mesmo tempo, arrumar material para um novo — e mais verdadeiro — livro, um antigo colega de escola e o namorado proibido da adolescência tornam-se seus companheiros frequentes. Entretanto, o melhor parceiro de Emily será um diário da década de 1940, encontrado no fundo de uma gaveta.

Com o diário em mãos, Emily sentirá o estranhamento e a comoção causados pela leitura de uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história.

Assim como as violetas que desabrocham fora de estação para mostrar que tudo é possível, a vida de Emily Taylor poderá tomar um rumo improvável e cheio de possibilidades.

As Violetas de Março” é o livro de estreia da autora Sarah Jio e se mostrou um bom livro de transição, daqueles que você pega pra ler depois de um livro mais intenso, para se desintoxicar e ficar pronto pra outra. Ele não exige muito do leitor mas, nem por isso, quer dizer que ele lhe entregue coisa pouca ou sem valor, pelo contrário.

27 de abril de 2013

Promoção “Em Busca de Um Final Feliz”

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Em Busca de Um Final Feliz” foi um livro que me surpreendeu de várias maneiras, desde ao me fazer ver que um livro de não-ficção pode ser tão bem contado quanto qualquer outro e, também, que mesmo se narrando cruamente as verdades mais difíceis do dia-a-dia de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, há um modo de o faze respeitando-as.

Ao final do livro a autora, Katherine Boo, havia me ganho como leitor. Por isso fico muito feliz trazer hoje esta promoção valendo um kit do livro, disponibilizado pela Editora Novo Conceito.

Para saber como participar da promoção, clique em “Mais Informações”.

24 de abril de 2013

A Caneta e o Anzol [Resenha #123] [Livro que Viaja]

A Caneta e o Anzol

 

 

 

Sinopse: Poucos escritores evocam com mais autenticidade a vida, os costumes e o modo coloquial de falar das pessoas do interior do que o consagrado autor paranaense Domingos Pellegrini, vencedor do Jabuti e diversos outros prêmios. Em 16 singelos contos ilustrados cujo tema predominante é a pescaria — sem nada de épico à semelhança de Moby Dick, mas com momentos de pura emoção que encontramos como em O velho e o mar, de Hemingway —, Domingos nos convida, neste livro encantador, a descobrir os prazeres simples da vida no campo, do encontro com os amigos, das reuniões em família, das tranquilas excursões à cata de peixes, do inigualável espetáculo do pôr do sol sobre um rio, trazidos à superfície pelo seu talento literário e pela notável sensibilidade do artista Fernando Souza.

Meu primeiro encontro com Domingos Pellegrini foi completamente por acaso. Apesar de possuir diversos livros publicados, não conhecia o autor quando tive em mãos o “O Caso da Chácara Chão”, lançado pela Editora Record. Comecei a lê-lo pensando se tratar de um romance policial – a capa com a arma ajudava a dar esta impressão – era uma época na qual esta era minha principal leitura, lá pelos meus quinze/dezesseis anos, mas ele me saiu tão diferente que não sei se esta é a classificação correta para ele.

Abri um livro de um autor desconhecido – para mim – e fechei o de um dos meus preferidos.

22 de abril de 2013

6º BookCrossing Blogueiro

BookCrossing Blogueiro 6

Chegamos à sexta edição do BookCrossing Blogueiro e, olhando para trás e relembrando todas as edições, não posso deixar de me surpreender ao perceber como o simples ato de deixar um livro seguir seu caminho me mudou.

Se antes o fazia com uma dor no peito fruto de um apego que hoje me parece dotado de pouco sentido – mas ainda “pouco”, e não “nenhum” – agora compreendo melhor a validade da iniciativa.